Ame. É suficiente. Ou tudo.


Os Pais Também Erram e Amam ou Amam e Erram

Noto uma intersecção de amigos a visitar psicólogos, ou padres especializados na família misturados com os inúmeros blogs sobre: o papel dos pais na educação equilibrada dos filhos. Corrijam-me se eu estiver equivocado, que há outra camada de pais na atualidade que sente que não são passíveis de erro, em busca de viver debaixo do arco-íris com seus unicórnios. Leio e releio e parece que temos de decorar milhares de cartilhas, dicas, sugestões e coisas do tipo, para a criação dos filhos e até, competir em fazer uma festinha de aniversário melhor que a "dazamigas" (Lilian, se você vir esse "dazamigas" por aí, roubei de você - rs).

Qualquer ser humano com um coração gigante recheado de amor, senso de educação e equilíbrio justo, dará o de melhor e sempre buscará aperfeiçoar dia a dia para isso. Mas paira no ar, uma cobrança banhada em uma colherada de desespero silencioso, uma competição de cotovelos de quem acredita ter as melhores opções de como eliminar todos os ácaros da casa, de como humanizar o parto e tudo isso sem ultrapassar do limite elástico do saco para um melhor desenvolvimento dos filhos. O pitaco sofreu uma releitura e agora é chamado de Mandamento do Moisés Moderno, ou 3 M's, para os íntimos. Uma total evangelização masturbatória da mente de pessoas com o direito de errar: os pais.

Tenho a  impressão que somos vigiados em quanto a como educar bem os filhos e, qualquer deslize, vai cair na gigantesca malha das redes sociais gerando uma metástase da exposição negativa a tal ponto, de serem denunciados no juizado mais próximo.

A informação se tornou, para muitos, inúmeros, diversos, uma faca que pode atravessar o peito se não estivermos bem informados e-m t-u-d-o que se refere a como sermos melhores pais. Acredito que isso deve gerar discussões demoníacas nas visitas a terapias (para quem pode pagar), bares, festas de aniversário infantis etc.



O banheiro, deixou de ser "a igreja de todos os bêbado" para tornar-se a terapia de muitos casais de amigos meus...

Eu vivo no mundo da educação equilibrada e do botão "E Fo**-**" (quando necessário e nessa ordem), e você?

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Ahhhh, Zoe e Mateo (sorrio).

Vocês aspiram ou imaginam a profissão que seguirão seu filhos? De UFC, espero que nunca se aproximem a isso, eles vão estudar e ter respeito pelo corpo humano, mas observo todas as noites, na barriga de Katy, chutes e mais chutes, soquinhos e mais soquinhos. É serio, são dois serzinhos mágicos, mas com um gás para moverem-se... E os babões aqui se emocionam, claro. Segunda-feira que vem completam-se 30 semanas e depois, é esperar mais algumas e voilá, fotinhas novas aqui, momentos que nunca imaginei que fossem se concretizar até meus 29 anos (hoje tenho 36). Essas crianças nunca deram trabalho. Nós é que proporcionamos poderes para eles não dormirem bem, para dividirem as coisas desde embriões, lhes eliminamos alguns açúcares gostosos como a dos sorvetes cremosos e algumas da salsicha "Sadia"... Mas estão felizes. O mundo que queremos para eles e doce e salgado, como a vida.



O desenho acima mostra um joguinho de advinhação que fiz para descobrir o sexo das crianças:





Quando eu era blogueiro aos 19 anos, (Vish, quanto tempo...) eu gostava de indicar músicas que gosto ou que ouço durante escrevo. Foram estas:


Trilha:
Lift Me Up - Ian Mcculloch
Variações Sobre o Mesmo Tema - Engenheiros do Havaii
Dreams - Van Halen
Ana - Los Saicos
Hello - The Baseballs
She Bangs the Drums - The Stone Roses









4 comentários:

  1. Quando eu entrei no mundo dos blogs maternos, eu fiquei muito assustada com a quantidade de pessoas dizendo como criar os filhos. Li posts muito duros e que me deixaram sem rumo, questionado-me o tempo todo se eu estava fazendo tudo tão errado assim. Com o tempo, fui me desligando desse ativismo exacerbado que só me fazia mal e me deixava pra baixo! Era um tal de "menos mãe" e "mais mãe" que eu não aguentei!! Hoje, consigo saber o que quero e o que posso oferecer ao meu filho. A minha realidade permite determinadas coisas que a sua ou a daminha minha vizinha não permite e vice-versa e está TUDO BEM!!! Compartilhar experiência é maravilhoso, sentir-se ditadora da verdade é bem diferente. E muita gente resolveu achar que pode ditar o modelo de pai e mãe que devemos ser. Claro que não vamos aceitar o imoral, o viole to etc. Mas, com amor, cada um sabe o seu maternar e c'est fini!!
    Quanto aos seus tesouros, todos são lutadores de UFC! Hahahahahahahaha
    Minhas costela gritavam com os chutes do Dan! E só era um!!!! Hahahahahahahahahaha

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    1. Myriam, antes de mais nada, obrigado por tomar um tempo e construir parte de minha pequena, mas importante apostila mental. Exato, há uma ditadura materna ou, crentes do modelo perfeito ou ideal, para si mesmas, de como educar as crianças. Acho que existe um nivelamento dos filhos, mas quando observamos cada um por seu nome, há um abismo chamado individualidade. Nossa, ontem tava difícil para que Katy respire hehehe... Mas depois normalizou hehe. Bom fim de semana :)

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  2. Jorge quando tive minhas meninas e começei a ler blogs de maternidade me senti a pior mãe do mundo, tive várias conversas com meu marido, será que eu era tão péssima assim, depois descobri que existe um padrão tão alto para ser bons pais ou mães, então resolvi ser a melhor mãe que posso ser pronto, isso me fez sentir melhor.

    Tri-beijos Desirée
    http://astrigemeasdemanaus.blogspot.com.br/

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    1. Sim, Desirée, farei o mesmo, mas como pai e indicando a Katy o que você fez.
      Se pitaco enchesse barriga, eu haveria morrido de fome.
      Ame e pronto :)

      Beijinhos

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Nasci em 1976 em São Paulo/Brasil - Brasil. Vivo em Lima/Peru. São-paulino, jornalista e pai de Zoe, minha amada filha com minha doce Katy, peruana de Lima. Sou um cara que escreve sobre experiências, crônicas e tudo que se relacionou com a gravidez múltipla dela e crescimento da filhota. Na semana 34 tivemos a ida de Mateo de volta ao paraíso. Zoe ficou para ilustrar nossa vida num 29/10/2013 e nasceu com 36 semanas. Uma prematurinha linda que cresce saudavelmente.

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